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O patrono da Estância é São Domingos.
São Domingos já pequeno, era sério
e maduro, dotado da sabedoria dos anciões. Ele
foi sempre modesto, recolhido, humilde, devoto, temperante
e obediente.
Muitos
milagres marcaram a evangelização de São
Domingos de Gusmão entre os cátaros. Um
dos mais famosos ocorreu em Fangeux, na diocese de Carcassona.
Os líderes cátaros apareceram em grande
número, trazendo o livro que continha todas suas
heresias. São Domingos levava um caderno no qual
havia refutado a maioria desses erros.
Como não chegavam a nenhum acordo, decidiram
apelar para a prova do fogo. O escrito que permanecesse
incólume numa fogueira seria o verdadeiro. Fizeram
uma grande fogueira e nela jogaram o livro dos cátaros.
Pouco depois estava este reduzido a cinzas.
Lançaram então ao fogo o escrito de Domingos.
Este voou ao ar sem se queimar e foi pousar numa viga
do teto, onde deixou uma marca de fogo. Por três
vezes os hereges repetiram o ato, com o mesmo resultado.
Mas nem mesmo esse milagre converteu aqueles corações
empedernidos. Numa das viagens de Domingos a Roma, encontrou-se
por acaso com Francisco de Assis, que para lá
tinha ido a fim de obter a aprovação de
sua obra.
Sem se conhecerem anteriormente, eles dirigiram-se um
ao outro e abraçaram-se, enquanto dizia Domingos:
Somos
companheiros e criados de um mesmo Senhor; os mesmos
negócios tratamos; os mesmos são nossos
intentos; caminhemos como se fôssemos um só,
e não haverá força infernal que
nos desbarate.
São Domingos de Gusmão faleceu aos 51
anos de idade, em 1221, e foi canonizado por Gregório
IX em 1234.
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